Sinto-me mal 


Nem sei bem se “mal” é o termo. Ando cansada. Muito cansada… extremamente cansada, a pontos de sair do trabalho, chegar a casa às 19.40h e ir-me deitar para só acordar lá para as 4h da madrugada. Extenuada ou esgotada também são termos que se adequam. A tristeza, essa já mora comigo há tanto tempo que se instalou no meu todo. Aos fins de semana, e embora durante a semana pense que vou fazer isto ou vou ali, acabo sempre na mesma: esgotada ao extremo, deitada no sofá, ou na cama, a ver séries e a dormir. Nos intervalos, maioritariamente a chorar.

Estou farta do mundo e ninguém sabe. Estou farta do mundo e de estar aqui.

Estou farta do mundo e das pessoas que acordam mal-dispostas e descarregam nos outros.

Estou inclusivamente farta dos falsos amigos que se têm revelado tão astuciosamente. E esta angústia, esta vivência, este amargo de boca tem-me ensinado uma coisa tão básica quanto importante: se queres saber se tens um amigo a sério, fala-lhe de dinheiro. Diz-lhe que estás aflito.

Os verdadeiros, mesmo que não possam ajudar financeiramente ouvem, dão sugestões, afagam-te a alma. Os outros… essa corja que tinha tão perto, fogem do assunto como o diabo da cruz. E o mais triste é que nem precisas pedir dinheiro ou falar em valores. Simplesmente é um tabu, é como se lhes quisesses cortar um dedo. Até família. Podes telefonar, desabafar, chorar… e depois podes esperar sentada, ou deitada por causa das dores nas costas, que te liguem de volta para ajudar nem que seja com uma palavra amiga. E mais triste ainda: pessoas a quem tu no passado te esforçaste por ajudar estão LITERALMENTE a borrifar-se para ti. E dói como o diabo saberes isso. Veres isso. Sentires isso. Veres que essa pessoa está no facebook muito mais preocupada em fazer likes e comentários em fotos de quem nem conhece ao vivo e a cores do que em por exemplo perguntar-te se estás boa, se estás bem. Mas anos antes, quanto 500€ lhe faziam falta, lembrou-se de ti. 

Este é um post duro. Muito mesmo. Mas nestes últimos meses, até diria semanas, desscobri com certeza total o seguinte:

  • os meus amigos não preenchem os dedos de uma mão. Já não considerava que tivesse muitos, agora então é uma certeza.
  • estou cansada, sozinha e farta de estar presa e não poder ser feliz
  • a vida há muito que não me apraz e esse sentimento torna-se cada vez mais gigante no meu coração

Para já, é só.

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