Há muito caminho a desbravar…

Hoje regressei a um dos locais onde fui mais feliz. Um sítio que ainda hoje me faz sonhar e que vai buscar às minhas entranhas, apesar da escuridão, todos os sonhos que há em mim. É um sítio mágico que me faz sentir bem, nostálgica e sonhadora ao mesmo tempo, e que foi, durante quase toda a minha vida (cerca de 20 anos) o sítio onde sonhei passar o resto dos meus dias a trabalhar. Aquele tipo de trabalho que não é trabalho porque se faz o que se ama, sabem? São poucos os que têm essa sorte, mas acreditem… é melhor que o euromilhões. Acordar todos os dias cheia de vontade e com um sorrisão nos lábios para irmos fazer o que mais adoramos… não há preço. Mesmo.

No entanto e porque vivo com uma nuvem negra depressiva sob a minha cabeça, muito embora o sentimento do dia tenha sido de pura alegria e amor, cai a noite e “bate” uma saudade e um arrependimento enorme por não ter tido capacidade de lutar contra as amarras que se colocaram na minha vida. 

O dinheiro é importante, é sim. Todos o sabemos, faz falta em tudo e dá-nos muito em contribuição para o nosso conforto, saúde, prazer, etc. 

MAS… e embora sempre me tenham ensinado o oposto, ao fim de 31 anos e com todas as dificuldades que a minha vida tem tido, há uma coisa que é para mim um mantra, uma certeza, uma religião: não há dinheiro nesta vida que pague a felicidade e a subsequente tranquilidade que ela nos traz. Com ela vem também saberoria, conhecimento, introspecção e uma maior capacidade de saber resolver as adversidades sem delas criar monstros invisíveis mas que nos cercam, apertam e prendem.

Já falei neste blog “n” vezes em terminar com tudo. Já falei tanto disso e já pensei tanto mas tanto que até a mim já me cansa falar do tema. Aquilo que sei é que quando estiver um dia (se vier a estar mesmo num ponto tal de não retorno) prestes a fazê-lo, mas vale não pensar, não contar, não desabafar, não nada… pois de nós e das nossas mágoas e fantasmas só nós sabemos e ninguém por mais que tente pode avaliar isso.

Até lá… e se Deus… o mundo… as energias… seja qual for a entidade, me der força, sei que há muito caminho a desbravar. Só não sei se serei capaz.

Hoje, no “meu sítio”… senti-me capaz até de voar de tão feliz que estava. 

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